Quatro mil fuzileiros navais e marinheiros, navio hospital, submarinos, contratorpedeiros, cruzadores, lançadores de mísseis guiados e aeronaves se deslocaram para o local.
Em meio às tensões entre os Estados Unidos da América e o ditador venezuelano Nicolás Maduro, eis que surge uma dúvida que, em se confirmando, poderá atingir em cheio o Brasil, especialmente o governo brasileiro e as Forças Armadas do país.
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Notícias divulgadas em diversos meios de comunicação dão conta que, de 10 a 13 deste mês, o avião cargueiro russo Ilyushin IL‑76TD (matrícula RA‑78765), pertencente a uma empresa russa, sancionado pelos Estados Unidos desde 2023 por transportar armamentos, foguetes e outros materiais de guerra para ditaduras como da Coreia do Norte, alguns países da África, Venezuela, Cuba e outros locais onde impera o regime.

Desafiando mais uma vez o governo americano, Lula autorizou o pouso da aeronave rastreada por 18 agências de inteligência americanas. O avião tocou o solo brasileiro próximo das 8h12 da manhã do dia 10 no aeroporto de Brasília, contrariando as sanções impostas pelos americanos, que proíbem o pouso do avião no ocidente. Além disso, segundo informações divulgadas em vários portais, dão conta que o mesmo foi abastecido em solo brasileiro, o que pode acarretar sérios e graves problemas ao Brasil.
Na noite do dia 13, o cargueiro russo decolou e seguiu para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, depois foi para Bogotá, na Colômbia e, no mesmo dia, chegou à tarde na Venezuela. No dia 15, o avião decolou rumo a Havana, em Cuba.

Muito tem se falado sobre o assunto, no entanto, tudo dito, por enquanto, está no campo da especulação, afinal, não houve, por parte da aeronáutica, no Brasil, nenhuma nota explicando o que fazia esse avião durante o período em que permaneceu em solo brasileiro.

COMBATE AO NARCOTRÁFICO
Fato é que, diante da escala das tensões entre o governo Donald Trump e o ditador venezuelano Nicolás Maduro, que inclusive tem a cabeça a prêmio de US$ 50 milhões de dólares, acusado de chefiar uma rede internacional do narcotráfico e, principalmente, após o envio de um grande aparato militar para o Mar do Caribe, próximo a Venezuela, não se descarta a possibilidade do ditador ter utilizado o avião em questão para fugir do país.

GOVERNO LULA NA MIRA DE TRUMP
Com o governo petista na mira de Donald Trump, os americanos agora investigam o que essa aeronave, que consta em uma espécie de lista negra no tráfego aéreo, proibida de voar em algumas regiões do planeta por conta das sansões impostas pelos próprios americanos, fez no Brasil. Caso se confirme qualquer irregularidade, como, por exemplo, ajuda a Maduro, em especial, algum tipo de ajuda bélica, mesmo que indiretamente, ou numa por enquanto suposta fuga para Cuba. O Brasil poderá sofrer graves sansões, inclusive no que se refere à área militar, hoje altamente dependente de tecnologia militar dos Estados Unidos.

CAÇADA A MADURO
Sob as ordens do Pentágono ao Comando Sul, mais de quatro mil fuzileiros navais, navio hospital, submarinos, contratorpedeiros, cruzadores, lançadores de mísseis guiados, e aeronaves, tanto de combate, como de inteligência, se deslocaram para o local. Eles cercam a Costa venezuelana e a caçada ao ditador pode ser devastadora também para as forças armadas bolivarianas, já que, caso ocorra um confronto, além da superioridade americana, parte dos militares venezuelanos não possivelmente não entrarão nessa briga por conta de estarem saturados, revoltados e envergonhados com o regime ditatorial e assassino de Nicolás Maduro.

As próximas horas, ou mesmo dias, poderão dar pistas de até onde realmente os Estados Unidos irão chegar no que se refere ao combate ao narcotráfico internacional naquele local e na caçada pelo ditador Maduro. Diante de todo o aparato militar enviado à região, que conta até com navio hospital, indicando que o objetivo real não se restringir apenas ao mar, mas sim, dentro de áreas terrestres da Venezuela.
Fotos: Reprodução









