Um nome específico agrada, inclusive, surge com muita força e deve receber as bênçãos do petista.
Embora envolva paixões e ideologias, a política também é um campo onde a razão fala mais alto, em especial no período de pré-candidaturas, onde costuras, alinhamentos e acordos que visam fortalecer os personagens que estarão no teatro da disputa eleitoral são selados. Para a maioria dos eleitores, o oponente é o “inimigo” quase na acepção da palavra. No entanto, para a maioria dos candidatos, apertar a mão desse “inimigo” às vezes pode significar a grande oportunidade de vitória, ou até mesmo a própria vitória.
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Talvez, pensando nisso, e diante do atual cenário político no qual o atual presidente da República está inserido, uma disputa em busca da quarta eleição pode não apenas significar uma das mais sofridas derrotas, como também encerrar a sua biografia de maneira vexatória, para não dizer humilhante.
Quem sabe, ao identificar uma eminente e acachapante derrota nas urnas, em algum momento de lucidez política, Lula e seu núcleo mais próximo buscaram uma saída “honrosa”, menos dolorida, uma “derrota que pareça uma vitória”.
Sabedor de que dentro do próprio PT, atualmente, seja impossível encontrar algum nome capaz de fazer frente a Flávio Bolsonaro, Lula e seus pares talvez tenham definido uma “estranha”, porém sábia estratégia, inclusive com chances de encarar o filho de ex-presidente Jair Bolsonaro nas urnas, o qual, no momento, possivelmente esteja bem mais à frente do petista nas intenções de voto do que alguns veículos de imprensa comprovadamente defensores de pautas da esquerda estão divulgando.
MAS QUAL SERIA ESSE CANDIDATO SUPOSTAMENTE NA EMINÊNCIA DE TER O APOIO DECLARADO DE LULA?
Segundo afirmou uma fonte com quem conversamos extraoficialmente. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não será candidato às eleições para a presidência da República em 2026, e o plano é apoiar um dos atuais pré-candidatos. Esta fonte também disse que, a princípio, o apoio do petista tem um alvo preferido entre três dos quatro nomes, sendo que o quarto nome teria seu apoio somente em último caso (se fosse para o segundo turno).
Conforme a mesma fonte nos disse, um dos motivos pelos quais Lula e seu entorno concordam em apoiar um dos pré-candidatos contra Flávio Bolsonaro seria o fato de que, com a proximidade da família Bolsonaro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump poderia significar não apenas uma derrota nas urnas, mas sim, um risco à esquerda latina-americana já que, vários governos ligados a esta ideologia estiveram ou estão ligados aos mais diversos tipos de crimes, com alguns deles sendo apoiados, ou com ligações, inclusive, com grupos terroristas (classificação dada pelos EUA). Em outras palavras, caso Flávio Bolsonaro seja eleito, as chances de que o governo norte-americano venha atuar em parceria com o Brasil contra grupos criminosos dentro do território nacional, em especial contra os chamados de “colarinho branco” se tornariam gigantes.
Fato é que, Lula, além de sentir o peso da idade, a rejeição até mesmo de muitos que o apoiavam, agora talvez sinta que chegou a hora de “pendurar as chuteiras”, afinal, como tudo na vida tem o seu “The End” e, ao que parece o do petista bate à porta e, antes que as urnas mostrem a ele que elas não perdoam político que mantém distância do povo, o mesmo que a cada dia tem mais certeza de que promessas não enche barriga e que a crise toma conta da maioria do brasileiros, cansados de ligar a TV e ver a cada dia brotar um novo escândalo envolvendo milhões ou bilhões, tomados de de gente simples, pobre e aposentados. Para ele, talvez seja melhor, ou menos pior, tentar uma saída onde poderá criar uma narrativa na qual tentará passar a mensagem de que não foi eleito porque preferiu não concorrer.
Resta ao povo brasileiro, independente do lado político, se de esquerda ou de direita, saber até onde esse “suposto” apoio irá, ou melhor, qual será o preço a ser pago por ele.
Mas, como em se tratando de política, “a verdade de hoje pode não ser a de amanhã”. Cabe a todos aguardar um posicionamento oficial de Lula.
Foto: Reprodução








