Estranhamente, em um sábado, 22, a maldade e a humilhação seguem implacáveis.
O ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), foi preso por volta das 6h da manhã deste sábado, 22 de novembro de 2025, por agentes da Polícia Federal (PF) em cinco viaturas que foram até a sua residência no Jardim Botânico, no Condomínio Solar de Brasília, na capital federal.
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Na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em um documento com 18 páginas, ele começa citando a vigília marcada por Flávio Bolsonaro para esse sábado, às 19h, próximo de onde mora Bolsonaro. Segundo Moraes, a reunião poderia causar tumulto e até facilitar “eventual tentativa de fuga do réu”. Como descrito pelo ministro na página 14: o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico de Bolsonaro na madrugada deste sábado.
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Desde que Bolsonaro passou a cumprir prisão domiciliar, agentes mantêm presença nos arredores do condomínio e dentro do próprio quintal da residência onde mora o líder da direita brasileira, que faz uso de tornozeleira eletrônica. A pergunta que fica é: um homem debilitado, doente por conta da facada tomada em 2018, desferida por Adélio Bispo (até hoje a PF não apresentou o mandante), poderia fugir de uma casa cercada por policiais armados? Senhoras de idade, pessoas com a Bíblia nas mãos, podem oferecer risco a agentes federais fortemente armados?
Esse nada mais é do que um capítulo que ilustra bem os rumos para onde o país está sendo levado. A história já deu inúmeras demonstrações de que, onde ocorreram situações similares às que ocorrem atualmente no Brasil, em nenhuma delas, o povo se saiu bem. Para ser ainda mais fidedigno aos resultados, independentemente do lado político, todos, principalmente os mais vulneráveis, são os que pagam até hoje o pato.
E a conta é recheada de falta de liberdade, prisões, miséria, violência por parte do Estado, e pasmem! Muitas vezes, a morte. Que o digam Cuba, China, Venezuela e outros países.
Foto/Vídeo: Reproduções









