Secretário de Donald Trump já havia afirmado que os EUA iriam “responder adequadamente” ao que definiu como “caça às bruxas”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se prepara para participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, na próxima terça-feira, enquanto isso o secretário de Estado americano, Marco Rubio, sinaliza que novas medidas, em retaliação à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela suposta trama golpista, serão anunciadas na “próxima semana”. Segundo Rubio, que comanda a diplomacia do país, chamou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de “juízes ativistas” e disse, sem citar nominalmente Alexandre de Moraes, que um magistrado tentou “impor reivindicações extraterritoriais contra cidadãos americanos”.
PUBLICIDADE
Após a condenação de Bolsonaro, o secretário de Donald Trump já havia afirmado que os EUA iriam “responder adequadamente” ao que definiu como “caça às bruxas”, em referência ao julgamento do aliado. Nos últimos meses, em meio à escala da crise diplomática entre os países, parte dos produtos brasileiros se tornou alvo de um tarifaço de 50%, e Moraes passou a integrar a lista de sancionados pelo país na chamada Lei Magnitsky, que impõe uma série de restrições financeiras. A resposta ocorreu após a articulação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos EUA.
A Magnitsky foi, originalmente, criada para atingir pessoas físicas e jurídicas acusadas de infringir direitos humanos ou de atos graves de corrupção, mas passou a ser usada por Trump como forma de pressionar o Judiciário brasileiro. As restrições incluíram o bloqueio de cartões das bandeiras Visa e Mastercard mantidos pelo Banco do Brasil.
Agora, Rubio indicou que o país avalia “medidas adicionais”, sem antecipar quais seriam. Na entrevista, Rubio também disse que o julgamento no STF foi “apenas mais um capítulo de uma crescente campanha de opressão judicial que tentou atingir empresas americanas e até pessoas operando a partir dos Estados Unidos”.
— Você tem esses juízes ativistas, um em particular que não apenas perseguiu Bolsonaro, mas também tentou impor reivindicações extraterritoriais até contra cidadãos americanos, ou contra alguém postando online de dentro dos Estados Unidos, e chegou a ameaçar ir ainda mais longe nesse sentido — disse na entrevista, que também foi transcrita e replicada pelo Departamento de Estado. — Então, haverá uma resposta dos EUA a isso, e teremos alguns anúncios na próxima semana ou algo assim sobre quais medidas adicionais pretendemos tomar.
Foto: Reprodução









