O destino novamente coloca ambos os personagens principais da Operação Lava Jato em rota de colisão?
Se o “mundo gira e a vida é uma roda”, aquilo que muitos chamam de destino, por vezes, é o encarregado de promover não apenas despedidas, partidas ou adeus, como queiram, mas também encontros e reencontros. O que quase ninguém poderia imaginar há alguns anos, especialmente no dia 12 de julho de 2017, quando o então juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, condenava Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a 9 anos e 6 meses de prisão, inicialmente em regime fechado (com direito de recorrer em liberdade), pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso que envolveu a propriedade e a reforma de um apartamento tríplex no Guarujá (SP), atribuído à empregada OAS.
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Cerca de quase 10 anos depois, os mesmos personagens, com atribuições diferentes, voltarão às páginas, dessa vez, não em cadeiras de juiz e réu, mas de chefes do Executivo. Ambos tomarão posse de seus respectivos cargos em 4 de janeiro de 2027.
Sergio Moro (PL), eleito governador do Paraná no 1º turno com 3.127.911 votos, o equivalente a 50,10% dos votos válidos. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito presidente da República no 2º turno com 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos.
COMO FICARÁ O PARANÁ, ESTADO COM A QUARTA MAIOR ECONOMIA DO PAÍS E UM DOS MAIS IMPORTANTES ENTES DA FEDERAÇÃO?
Declaradamente anti-PT, responsável por fazer Lula passar 580 dias preso em uma sela na sede da PF em Curitiba, Sergio Moro, entre outros, tem como um dos principais objetivos transformar o Paraná em uma fortaleza no que se refere à segurança pública e ao combate ao crime. Lula, inimigo declarado de Moro, por sua vez, conta com o apoio da enorme parcela da população brasileira que possui envolvimento com algum tipo de crime, que se encontra encarcerada ou em liberdade.
POSSÍVEIS EFEITOS DO SUPER EL NIÑO PREVISTO PARA ATINGIR O SUL DO PAÍS
Como amplamente divulgado, a chegada do super El Niño, com potencial destrutivo maior dos últimos 150 anos. Em se confirmando as previsões, o Paraná será um dos estados mais afetados pelo fenômeno climático, que poderá ser marcado por intensas tempestades, queda de granizo, fortes rajadas de vento, precipitações acima da média, enchentes, alagamentos tanto no campo como nas cidades, causando danos a residências, empresas, barracões, lavouras, plantações, gerando quebra na produção de grãos, alimentos e prejuízos a produtores rurais em todo o estado, além de estradas e pontes, prejudicando a infraestrutura viária. Terá o Estado o apoio financeiro e logístico necessário vindo do governo federal caso isto se confirme?
COMO FICARÁ A ÁREA DA SAÚDE NO PARANÁ A PARTIR DE 2027
O governo federal, por intermédio do Ministério da Saúde e do Fundo Nacional de Saúde (FNS), seguirá repassando recursos para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) no estado do Paraná?
Estas e outras perguntas estão na cabeça de milhões de paranaenses desde o último domingo, 25. No entanto, apenas no próximo ano é que as várias dúvidas serão esclarecidas. Nunca é demais lembrar que, há alguns anos, o Paraná é tido como um estado autosustentável e, portanto, entende-se que, com ou sem apoio do governo federal, o estado seguirá firme e forte. Porém, nunca é demais lembrar que setores como a habitação, por exemplo, podem sofrer drásticas consequências caso a “briga” de 2017 seja retomada em 2027.
Lembrando que, no segundo das eleições para presidente no 2º turno no Paraná: com 100% das seções totalizadas. Flavio Bolsonaro obteve: 62,58% do voto e, Lula: 37,42% dos votos, segundo o TSE.



