Segundo a Interpol, 10 brasileiros foram presos, e mais de 7 toneladas de cocaína foram apreendidas.
Dois barcos pesqueiros que saíram do litoral de Santa Catarina carregados com mais de 7 toneladas de cocaína para a Europa foram interceptados pela Marinha Francesa. A operação chamada “Renascer” ocorreu na madrugada de sábado, 22, e contou com a participação de autoridades policiais portuguesas. As duas embarcações estavam próximas da Ilha da Madeira, a cerca de mil quilômetros de Lisboa, em Portugal, pelo mar. Confira um vídeo produzido pela Marinha Portuguesa:
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Segundo a Interpol, 10 brasileiros foram presos, e mais de 7 toneladas de cocaína foram apreendidas. A droga foi calculada em 7 milhões de euros, cerca de R$ 48 milhões. Até o momento, não há informações sobre de qual ponto específico da costa catarinense os dois barcos partiram.
A investigação foi coordenada pela Unidade de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária de Portugal, iniciada com base em informação remetida pelo Maritime Analysis and Operations Centre – Narcotics (MAOC-N). A investigação descobriu sobre um possível transporte de produto entorpecente, por via marítima, que se encontrava já em curso com destino à Europa.
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Em nota, a Polícia Federal brasileira afirmou que os barcos transportavam a droga de forma dissimulada e que todos os tripulantes brasileiros foram detidos pelas autoridades portuguesas. De acordo com o Portal TSF Radio-Notícias, de Portugal, nenhum dos 10 brasileiros presos possuía antecedentes criminais. No entanto, cinco deles foram submetidos a um interrogatório judicial ainda no sábado e tiveram prisão preventiva decretada. Os outros cinco deveriam passar pelo mesmo procedimento.
A operação contou com a cooperação entre autoridades brasileiras, portuguesas, norte-americanas e organismos internacionais. Os procedimentos legais serão conduzidos em Portugal, enquanto a Polícia Federal brasileira acompanhará as investigações.
Na tarde de sábado, houve uma conferência de imprensa na localidade de Funchal, em Portugal. Artur Vaz, da Unidade de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária (PJ), disse que a droga se destinava a “ser transferida em alto mar para embarcações de alta velocidade que, por sua vez, a fariam introduzir nas costas da Península Ibérica, para posteriormente seguir para outros países europeus”.
Também presente na conferência de imprensa, o comandante Ricardo Sá Granja, da Marinha Portuguesa, revelou que a operação obrigou a que fossem percorridas mais de 3.935 milhas náuticas (aproximadamente 7.280 quilômetros) e a 339 horas de empenho direto de militares.
Foto: Vídeo: Reproduções









