Quem imaginava que o eterno “desgoverno” dessa vez seria diferente, também se deu mal.
A partir de 2026, os brasileiros irão sentir no bolso os efeitos da reforma tributária aprovada durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O novo modelo unifica impostos sobre o consumo e cria o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que deve ter uma das alíquotas mais altas do mundo.
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Já em 1º de janeiro, os contribuintes terão de emitir documentos fiscais, com destaque para dois impostos, CBS e o IBS, e também inclui a emissão da NFSe, que é a nota fiscal de serviço eletrônica. A medida atinge pedreiro, manicure, professor particular, pintor, eletricista, motorista de aplicativo, entregador que utiliza bicicleta, entre outros, ou seja, qualquer tipo de “bico”, trabalho informal.
Segundo estimativas de especialistas e do próprio governo, a alíquota padrão pode chegar a cerca de 27%, superando a média internacional e colocando o Brasil no topo do ranking global de tributação sobre consumo. A taxa engloba o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substitui ICMS e ISS, e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), no lugar de PIS e Cofins.
A narrativa do governo é que a nova forma simplifica o sistema tributário, reduz a burocracia e traz mais transparência. No entanto, economistas alertam que a carga elevada tende a impactar diretamente o preço de produtos e serviços, afetando principalmente a classe média e a população de menor renda.
Apesar da promessa de neutralidade na arrecadação, a reforma gera preocupação no setor produtivo, que teme aumento de custos, perda de competitividade e repasse integral dos impostos ao consumidor final. Setores como comércio, serviços e alimentação estão entre os mais sensíveis às mudanças.
A transição será gradual e deve se estender até 2033, mas já em 2026 os novos tributos começam a ser cobrados em fase de teste. Até lá, empresas e consumidores terão de se adaptar a um sistema mais simples no papel, mas ‘mais caro’ na prática para o bolso do brasileiro.
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