Vítima foi morta de forma covarde por um usuários de drogas, no Paraná.
Uma freira identificada como Nádia Gavanski, de 85 anos, que dedicou 55 anos à vida consagrada, foi assassinada de forma brutal na manhã deste sábado, 21, no município de Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná. Devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC), ela teve a fala afetada e não se comunicava verbalmente.
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ASSASSINO DIZ TER “OUVIDO VOZES PARA MATAR ALGUÉM”
O homem que a matou afirmou em depoimento à Polícia Civil do Paraná (PC/PR) que “ouviu vozes para matar alguém”. A informação foi divulgada pelas autoridades na madrugada deste domingo, 22. Com passagens pelo setor policial, o homem afirmou que asfixiou a religiosa e negou ter realizado outro tipo de agressão e/ou violência sexual.
Segundo a PCPR, uma fotógrafa que registrava um evento no convento foi abordada pelo suspeito logo após a prática do crime. O homem apresentava nervosismo, roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Inicialmente, alegou que trabalharia no convento e que teria encontrado a vítima já caída e sem vida.
Desconfiando da narrativa, a testemunha registrou discretamente parte da interação e solicitou apoio a outros presentes para acionar a ambulância e a Polícia Militar (PM). Nesse intervalo, o autor deixou o local.

Com base nas filmagens realizadas pela testemunha, o indivíduo, de 33 anos, já conhecido da polícia por antecedentes criminais de roubo e furto, foi identificado e, na sequência, localizado em sua residência. Ao notar a aproximação da equipe policial, tentou fugir, mas foi contido após oferecer resistência, com socos e chutes. Questionado na abordagem, admitiu a autoria do crime.
Na delegacia, o acusado confirmou a versão inicial. No interrogatório, relatou ter passado a madrugada consumindo crack e bebidas alcoólicas. Na data dos fatos, alegou ter ouvido vozes que o ordenavam matar alguém, razão pela qual pulou o muro do convento já com a intenção de tirar a vida de uma pessoa.
Ao avistar a vítima, a freira o questionou sobre sua presença ali, ao que ele respondeu que trabalharia no convento. Percebendo que a religiosa não acreditou na explicação, o homem afirmou tê-la empurrado, fazendo-a cair ao solo, momento em que ela começou a gritar. Ele disse ter colocado os dedos da mão direita dentro da boca da vítima, promovendo asfixia.
Ainda de acordo com a PC, o suspeito negou ter golpeado diretamente a cabeça dela, embora tenha admitido que ferimentos cranianos possam ter ocorrido durante a queda. Também negou qualquer ato de violência sexual contra a vítima ou intenção de subtrair bens no local.
Ao constatar que a freira não mais reagia, afastou-se e, em seguida, aproximou-se de frequentadores do convento, reiterando que trabalharia ali e informando ter encontrado a religiosa caída.
Uma das irmãs do convento disse em depoimento na delegacia que a vítima, após o almoço, tinha o hábito de dirigir-se ao local do fato para alimentar galinhas – momento em que o crime teria ocorrido.
Fotos: Reproduções









