A incursão norte-americana em Caracas provoca repercussão em países da America Latina.
A ação militar dos Estados Unidos na Venezuela provocou forte repercussão internacional, especialmente entre países de esquerda da América Latina. Em Cuba, o presidente comunista Miguel Díaz-Canel condenou duramente a ofensiva e classificou o ataque como criminoso. Em declaração oficial, ele afirmou que a chamada Zona de Paz da região estaria sendo violentamente atacada e acusou os Estados Unidos de promoverem terrorismo de Estado contra o povo venezuelano e contra a América Latina.
PUBLICIDADE
Na Argentina, o presidente Javier Milei se manifestou de forma breve nas redes sociais. Sem comentar diretamente a ofensiva, Milei publicou apenas o slogan político “Viva la libertad, carajo”.
Já o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ex-combatente guerrilheiro, informou que o governo colombiano convocou uma reunião emergencial do Conselho de Segurança Nacional e iniciou a mobilização de forças públicas na fronteira com a Venezuela, diante da possibilidade de um fluxo intenso de refugiados. Petro declarou que a Colômbia repudia a agressão contra a soberania venezuelana e da América Latina e defendeu o princípio da autodeterminação dos povos, destacando que conflitos devem ser resolvidos de forma pacífica, por meio do diálogo.
O presidente do Chile, Gabriel Boric, de esquerda, condenou a ação militar dos Estados Unidos. Em nota oficial, o governo chileno expressou preocupação com a escalada do conflito e reafirmou o compromisso com os princípios do Direito Internacional, como a proibição do uso da força, a não intervenção e o respeito à integridade territorial dos Estados. Boric defendeu que a crise venezuelana seja resolvida por meio do diálogo e do multilateralismo, rejeitando a violência e a interferência.
No Equador, o presidente Daniel Noboa adotou um tom mais duro ao se pronunciar sobre o episódio. Ele afirmou que grupos ligados ao chavismo e ao narcotráfico seriam responsabilizados e que suas redes acabariam desarticuladas em todo o continente. Noboa também declarou apoio à oposição venezuelana e afirmou que o Equador se coloca como aliado do povo venezuelano.
Foto: Reprodução




