A União Europeia (UE) deve aplicar sanções contra o ministro do STF.
Segundo o eurodeputado Carlo Fidanza, utilizando uma legislação já existente nos tratados do bloco, o pedido foi apresentado na última quarta-feira, 30, por um grupo de deputados para a Alta Representante da Política Externa da União Europeia, Kaja Kallas.
“Infelizmente, no Brasil de hoje, um juiz não eleito está destruindo a democracia em nome de sua defesa. A União Europeia deverá agir antes que seja tarde demais”, aparece no documento.
A carta foi envida à “ministra das relações exteriores” de Bruxelas, na Bélgica, no mesmo dia em que o governo dos Estados Unidos aplicou a Lei Magnitsky contra Moraes.
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“Nós também temos uma “Magnitsky europeia”. É um conjunto de sanções que já foi aplicado no passado contra indivíduos ligados a criminalidade, terrorismo ou graves, maciças e sistemáticas violações dos direitos humanos. Agora pedimos que seja aplicada contra Moraes”, explicou o deputado europeu Carlo Fidanza, durante uma entrevista exclusiva à Revista Oeste.
Segundo a Oeste, Fidanza é um dos caciques do partido Fratelli d’Itália, da premiê italiana Giorgia Meloni, e além de deputado europeu é vice-presidente do Partido dos Conservadores e Reformistas Europeu (ECR) e vice-presidente da União Democrática Internacional.
O político italiano acaba de se tornar vice-presidente da Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana (EuroLat), órgão transnacional de 150 parlamentares da Europa e da América Latina, “que terá como função principal manter elevada a atenção sobe violações como as que estão ocorrendo no Brasil”.
Conforme o deputado europeu, as violações contra o Estado de Direito cometidas por Moraes poderão ter consequências negativas sobre o processo de aprovação do acordo de livre-comércio entre União Europeia e Mercosul.
Foto: Reprodução – Fonte: RO









