Goleiro Rossi foi o herói do jogo com defesas fantásticas que lhe deram o prêmio de melhor em campo.
A noite de 29 de outubro de 2025 ficará marcada não só na mente e nos corações de 45 milhões de rubro-negros no Brasil e espalhados pelo mundo. Ela também foi escrita e permanecerá na história de cada atleta do Flamengo que esteve na “Batalha de Avellaneda”, no Estádio El Cilindro, do Racing da Argentina.
Nas arquibancadas, mais de 50 mil torcedores. Por jogar em casa, cerca de 47 mil torcedores vestidos de azul e branco, as cores do Racing, gritavam, empurrando o time antes mesmo do jogo começar. Uma festa gigante que fez do estádio um local com mais fumaça no planeta, com sinalizadores, fogos e luzes disparados para todos os lados. Tudo isso, não apenas com o intuito de “assustar” o Flamengo, mas também de mostrar a paixão quase que insana da torcida pelo seu clube do coração.
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O efeito visual foi de arrepiar, no entanto, querer assustar um gigante com barulho de fogos e fumaça pode até dar certo contra outros times, mas não com o Flamengo, até porque esse time nunca, jamais, está sozinho. Lá em cima, em um local reservado, milhares de rubro-negros cantavam com raça, amor e paixão, expressando o seu apoio ao clube brasileiro, sem parar um minuto sequer. Eles empurraram o time, seja no primeiro tempo, onde o Flamengo poderia ter feito no mínimo três ou mais gols, ou então no segundo tempo, quando, após a expulsão do atacante Plata, aos 12 minutos, o Fla precisou ainda mais da força da arquibancada.

Com um jogador a menos, Felipe Luiz precisou mudar o time, tirou o maestro Arrascaeta e Carrascal, que havia feito o gol da vitória rubro-negra no jogo de ida no Maracanã. Após a expulsão, entraram Danilo e Bruno Henrique e, o que se viu a seguir foi o Fla com uma linha de cinco jogadores, outro de quatro e, apenas BH tentando dar o bote no adversário. Mais à frente, Jorginho, Luiz Araújo e Varela deram lugar a Evertton Araújo, Saúl e Royal.

A dupla de zaga, Leo Pereiro e Leo Ortiz, foi gigante, lutou os mais de 90 minutos como verdadeiros guerreiros, duas muralhas à frente da área do Flamengo. O time todo lutou, competiu bravamente, se dedicou, se revestiu do espírito rubro-negro. Porém, entre todos eles, um nome, alguém que tem na Argentina a sua terra natal, mas que defende como gato, o gol flamenguista, Agustín Rossi. O goleiro operou defesas sensacionais, verdadeiros ‘milagres’, e foi simplesmente o melhor em campo, não tomou gol, levou o prêmio e, junto de seus companheiros, classificou o Flamengo para a sua quinta final de Libertadores, quatro delas de 2019 para cá.
Fotos/Vídeos: Créditos: Conmebol Libertadores e Clube de Regatas do Flamengo









