Pamela Bondi, promotora do governo Trump, chama o presidente venezuelano de “líder de uma organização criminosa”.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou ter apreendido mais de US$ 700 milhões em bens supostamente ligados ao presidente venezuelano Nicolás Maduro. A operação inclui uma série de bens de alto valor, conforme a Procuradora-Geral dos EUA, Pamela Bondi, em entrevista coletiva.
Os bens apreendidos incluem dois aviões particulares, uma luxuosa mansão na República Dominicana, diversas propriedades na Flórida, uma fazenda de cavalos, nove veículos de luxo, iates, joias e grandes somas de dinheiro.
Bondi, que liderou a apresentação dos resultados, chamou Maduro de “líder de uma sociedade criminosa” e comparou seu regime a uma organização mafiosa.
Segundo o promotor de Donald Trump, o presidente venezuelano estaria envolvido em atividades de tráfico de drogas em larga escala, operando em colaboração com grupos como o Cartel dos Sóis, o Trem de Aragua e o Cartel de Sinaloa, algo que as autoridades mexicanas alegam desconhecer.
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A operação faz parte de uma estratégia mais ampla dos EUA para enfraquecer o governo Maduro. Como parte dessa pressão, o governo americano aumentou recentemente a recompensa por informações que levem à captura de Nicolás Maduro para US$ 50 milhões, de acordo com um anúncio feito em 7 de agosto de 2025, um aumento significativo em relação aos US$ 15 milhões oferecidos anteriormente.
Bondi enfatizou que, apesar do progresso no confisco de bens, a “rede criminosa” associada a Maduro permanece ativa e destacou a cooperação internacional nesta operação, embora não tenha fornecido detalhes específicos sobre os países envolvidos.
“Não descansaremos até que os responsáveis por essas atividades ilícitas sejam responsabilizados”, afirmou o promotor. A apreensão de bens ocorreu após uma investigação exaustiva envolvendo diversas agências federais dos EUA, incluindo o FBI e a DEA.
A apreensão de bens ocorreu após uma investigação exaustiva envolvendo diversas agências federais dos EUA, incluindo o FBI e a DEA.
Nicolás Maduro reagiu às acusações e medidas dos EUA. Em um discurso televisionado de Caracas, o presidente venezuelano chamou as acusações de “operação de propaganda política” destinada a desestabilizar seu governo. Maduro acusou Washington de fabricar acusações contra ele para justificar uma possível intervenção militar na Venezuela.
“Esta é uma grave ameaça militar disfarçada de combate ao narcotráfico”, afirmou, instando seus seguidores a se manterem firmes diante do que descreveu como “agressão imperialista”.
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, também se manifestou sobre o assunto, denunciando o uso, pelos Estados Unidos, do suposto combate ao narcotráfico como pretexto para intervir nos assuntos internos dos países latino-americanos.
Em comunicado oficial, Gil afirmou que a Venezuela não cederá à pressão estrangeira e que o governo Maduro continuará defendendo sua soberania nacional. Ele também acusou o governo dos EUA de ignorar os problemas do tráfico de drogas dentro de suas próprias fronteiras enquanto persegue líderes de outros países.
Foto: Ilustração – Fonte/Matéria El Heraldo









