O tema, apesar de trazer alguns tabus, requer um entendimento mais amplo por parte da sociedade.
O município de Assis Chateaubriand, no Oeste do Paraná, concluiu a programação da Semana do Autismo com atividade de conscientização nesta sexta-feira, 10. Com a iniciativa promovida pelas Secretarias de Educação e Cultura e de Saúde, o encerramento foi marcado por uma blitz de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
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Durante a ação, foram distribuídos materiais informativos com o objetivo de sensibilizar a população sobre o TEA, reforçando a importância da inclusão e do respeito à diversidade. A atividade buscou promover o conhecimento sobre o tema e combater preconceitos, destacando o compromisso do município com políticas públicas voltadas à igualdade de todos os cidadãos.
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A vice-prefeita licenciada e secretária de Saúde, Franciane Micheletto, destacou que a iniciativa foi concluída com sucesso.
“Encerramos esta semana com a certeza de que avançamos na conscientização e no respeito às pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Nosso compromisso é seguir fortalecendo políticas públicas que garantam acolhimento, inclusão e suporte às famílias. Os esforços do prefeito Marcel Micheletto na área da saúde e educação têm sido fundamentais para fortalecer o acolhimento e o suporte às pessoas com TEA e suas famílias”, ressaltou Franciane.

Já a Secretária de Educação e Cultura, Fátima Sobral, ressaltou a importância de envolver a comunidade escolar em atividades que promovam a conscientização e o respeito às diferenças.
“Trabalhar a conscientização desde cedo é essencial para formar cidadãos mais empáticos e respeitosos. Momentos como este aproximam a comunidade e reforçam a importância de valorizar as diferenças”, salientou.
Fonte: Assessoria de Imprensa/PMAC

Confira 5 tabus sobre o autismo que devem ser derrubados
O diagnóstico e o tratamento do transtorno podem ser dificultados com informações indevidas. Veja alguns mitos sobre o autismo!
O que é o autismo?
Primeiramente, o autismo ou o transtorno do espectro autista (TEA) trata-se de um distúrbio de neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades na comunicação e na interação social.
Além disso, há vários tipos de autismo, sendo os mais comuns a Síndrome de Asperger, o Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, o Transtorno Autista e o Transtorno Desintegrativo da Infância.
Confira a seguir os principais tabus acerca do tema!
1 – Pessoas com autismo não têm emoções
Sem dúvida, afirmar que os autistas são incapazes de ter ou manifestar sentimentos é um dos tabus mais recorrentes. No entanto, eles não apenas possuem emoções, como também percebem a presença delas em outras pessoas, sentindo empatia pelo sofrimento alheio.
Essa sensação de ausência sentimental pode ter a ver com que muitas pessoas diagnosticadas com o transtorno se expressam de forma diferente. Ademais, elas podem não conseguir identificar emoções em seus amigos e familiares através de expressões faciais, tom de voz ou outra linguagem corporal.
Porém, quando elas são diretamente comunicadas ou os pacientes são orientados por psiquiatras e outros especialistas a reconhecerem emoções, alcançam êxito nesse processo.
2 – São agressivos
Por outro lado, também há o boato de que o autismo é caracterizado pela violência. Contudo, esse traço de agressividade não deve ser generalizado, pois nem todos os autistas apresentam tal comportamento.
Em síntese, o distúrbio tende a manter um nível de tolerância menor e picos significativos de agressividade, mas, isso tende a ocorrer apenas quando os pacientes não conseguem se expressar como gostariam.
3 – Vacinas causam autismo
Inegavelmente, algumas pessoas espalham essa desinformação e não permitem que suas crianças sejam imunizadas. Todavia, as vacinas são essenciais para evitar doenças importantes e não possuem nenhum tipo de relação com o desenvolvimento do autismo.
Inclusive, ainda que não haja comprovações científicas exatas sobre as causas do transtorno, os fatores ambientais e genéticos são os mais discutidos e apontados pelos estudiosos.
Logo, é imprescindível continuar vacinando as crianças em prol de sua segurança e bem-estar.
4 – Os pacientes são superdotados
Com toda a certeza, os pacientes diagnosticados com Síndrome de Asperger revelam uma memória visual e interesse por temas específicos acima da média, contribuindo para o mito de que são superdotados.
5 – Os autistas são antissociais
Por fim, é recorrente a crença de que os autistas não gostam de interações sociais. Embora alguns evitem o contato físico, muitos desejam estabelecer relações. Porém, quando não há acompanhamento com profissionais, podem ser tímidos e hostis por não conseguirem fazer isso.
Ao mesmo tempo, alguns problemas de desenvolvimento neurológico, sem relação alguma com o autismo, tendem a resultar no desinteresse pela companhia de outras pessoas.
O autismo deve ser acompanhado por psicólogos, psiquiatras e neurologistas para ser tratado conforme o seu grau, viabilizando mais qualidade de vida aos pacientes.
Fonte: Clínica Vittá Valparaíso









