Caminhos que se cruzaram em 2012 e que impactam a vida de milhares de pessoas até hoje.
Dizer que a vida não é fácil para ninguém não é apenas destacar a realidade de milhões de famílias país afora, principalmente quando o assunto é a parte financeira. A grande esmagadora parcela da chamada classe trabalhadora, que depende única e exclusivamente do salário que recebe no final do mês para sobreviver, mal tem dinheiro para se alimentar bem, viajar, comprar uma roupa bacana, um perfume de qualidade e, muitas vezes, sequer consegue passear com os filhos até mesmo nas cidades onde moram. Muitos pais não podem sequer comprar um bom presente de aniversário para seus filhos, nem no Natal, na virada do ano, e fazer uma festa de 15 anos para sua filha, algo que, ao mesmo tempo que é um sonho, se torna inimaginável e distante pela falta de dinheiro.
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Ao que parece, foi com uma família nestas condições, mais especificamente com um pai e um filho, que o ainda jovem Marcel Michel Micheletto, em 2012, na porta do Centro de Eventos, em Assis Chateaubriand, presenciou uma cena que mudaria, pelo menos por alguns dias, algumas horas ou quem sabe minutos, a vida de milhares de pessoas.
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O gesto de Marcel, para alguns, ou quem sabe muitos, pode até hoje passar despercebido. Afinal, nem todos comungam dos mesmos ideais ou valores. Até porque, não são poucos aqueles que gastam uma expressiva quantia em dinheiro com coisas supérfluas, mas são desprovidos dos sentimentos de caridade e bondade e são incapazes até mesmo de dar um prato de comida a quem tem fome. Estes, não há dúvida, não reconhecem o grandioso gesto de Micheletto, seja por meio do lanche pago por ele àquelas pessoas humildes, ou da decisão que mais tarde tomou quando prefeito pela primeira vez, instituindo que enquanto fosse prefeito, ninguém mais pagaria para entrar no parque, assistir aos shows e ter de graça a possibilidade de estar em família dentro da Expo Assis, uma das maiores festas populares do Paraná.

EXPO ASSIS 2025
Em meio às milhares de pessoas que passaram pelo Centro de Eventos Ângelo Micheletto, durante os dias da Expo Assis 2025. Com certeza, uma boa parte delas não estaria ali caso tivesse que pagar o ingresso para assistir aos shows. Não porque não queria estar ali. Mas sim, por não terem condições de gastar, trazendo principalmente os filhos em um local cheio de diversão e comestíveis como lanches, doces e coisas do tipo.
Em cidades a menos de 100 km de Assis Chateaubriand, temos exemplos de como, por exemplo, a população precisa pagar para assistir aos shows em suas festas, como a Expo Assis.

Se formos um pouco mais adiante, 265 km, temos exemplos onde paga-se para entrar no parque e, pasmem! Se quiser assistir a algum show, é preciso pagar um outro ingresso. Ao nível de esclarecimento, o ingresso a que nos referimos na última edição da exposição nesta cidade, o valor mínimo cobrado era de cerca de mais de R$ 200,00 cada um.
É preciso sair das cercanias de onde se vive, é preciso ver a realidade do que ocorre em outros locais. Quem sabe assim, aqueles que vivem plantados como se fossem “árvores” passem a enxergar e valorizar o que temos aqui onde vivemos.
Não concordar com algo, debater e lutar por mudanças é um direito de qualquer humano, desde que isto seja feito de forma justa, respeitosa e humana. Quando faltam algum destes três componentes, pode-se dizer que é ódio, inveja ou aquilo que existe no lado escuro da vida, a maldade. Sentimentos estes, ou defeitos que acompanham aqueles que muito pedem e nada fazem.

Assis Chateaubriand caminha rumo a um futuro promissor. As mudanças são notórias para aqueles que enxergam. Há 14 anos, cobrava-se da população para que esta pudesse adentrar ao parque. Desde 2013 isso acabou, graças à sensibilidade do agora prefeito Marcel Micheletto, que na época, em 2012, era apenas mais um espectador. Agora, em 2025, ele anunciou R$ 600 milhões entrando nos cofres de Assis Chateaubriand. A resposta é simples: quando se quer e sabe trabalhar, o resultado aparece.
Só para lembrar: ano que vem, 60 anos de Assis Chateaubriand. Melhor parar por aqui, afinal, nem tudo convém dizer agora, apenas contar os dias.
Por Mauro Pretoriano/GC









