Apesar do alto índice de aprovação do governo Ratinho Junior, seu escolhido não decolou.
Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná no primeiro turno das eleições de 2026, neste domingo, 4. O ex-juiz da Lava Jato deixou para trás não apenas o representante da esquerda, Requião Filho (PDT), como também o escolhido por Ratinho Junior (PSD) para sucedê-lo no Palácio Iguaçu, sede do governo estadual, em Curitiba.
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A vitória de Moro ocorreu quando a apuração chegava ao final, com 99,87% das seções eleitorais totalizadas, com a disputa sendo decidida de forma dramática, tanto para um lado quanto para o outro, numa apuração demorada que não condiz com o histórico do Paraná. Com 100% das urnas apuradas, Moro somou 50,10% dos votos válidos (3.127.911 votos).
Sandro Alex ficou em segundo, registrando 25,37% (1.583.764 votos), e Requião Filho, em terceiro, com 23,47% (1.465.601 votos). Na sequência vieram Luiz França (Missão), que atingiu 0,71% (44.581 votos); Tayná Miessa (UP), com 0,23% (14.193 votos); Alexandre Salomão (Mobiliza), com 0,07% (4.144 votos); Samuel Mattos (PSTU), com 0,03% (2.080 votos); e Adriano Funileiro (PCO), com 0,02% (1.525 votos – anulado sub judice).
Como governador eleito, Sergio Moro terá pela frente, a partir de 2027, uma Assembleia Legislativa (Alep) marcada pela presença de Ratinho Junior, uma casa que praticamente embarcou em quase todos os planos do atual governador. A dúvida agora é: qual será a Alep que Sergio Moro terá pela frente? Uma Assembleia que estará ao seu lado, ou uma Alep com a “faca nos dentes”, hostil e cheia de ressentimentos por conta da derrota do aliado de Ratinho Junior?
A incontestável eleição de Sergio Moro deixa reflexões e autocrítica ao governo de Ratinho Junior: com índices de aprovação de cerca de 80%, obras espalhadas por todo o Paraná e a chamada “máquina na mão”. Essa derrota talvez deixe claro a todo o grupo que, apesar de fazer parte do jogo, ela se deu por conta de uma sequência de erros: demora na escolha, insistir nela, aliança debilitada e falta de um forte posicionamento. O que elegeu Moro não foram obras ou suas promessas. Mas sim, seu discurso firme sobre Brasília e os nomes Bolsonaro e Lula; um como apoiador, outro como alvo.




