Com 15 anos de história, o local servia não apenas comida, mas também de cenário para álbum de fotos de recém-casados, debutantes, aniversariantes e outras ocasiões especiais.
Milhares de pessoas acordaram nesta terça-feira, 1º de setembro, e se depararam com a triste notícia de que um incêndio havia destruído o Celeiro Peixes & Companhia, tradicional restaurante rústico, localizado na Linha Peabiru, em Vila Nova, distrito de Toledo, no Oeste do Paraná.
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O Celeiro não era apenas um restaurante; era a missão de uma família e colaboradores que acolheram milhares de pessoas que por ali passaram, confraternizaram-se e registraram lindas memórias naquele local, considerado um pedaço do paraíso.
O INCÊNDIO
O Celeiro Peixes & Companhia teve toda a sua estrutura consumida pelas chamas durante o incêndio ocorrido durante a madrugada desta terça-feira, 1º. O local não possuía seguro.
Segundo Tatiane Muller, sócia-proprietária do estabelecimento, a família teria sido informada sobre o sinistro por uma vizinha que, por volta da 1h30, ouviu um barulho e, ao olhar pela janela do quarto, viu as chamas.
“Quando a gente saiu, o fogo já estava alto. Tentamos pegar a mangueira e apagar, mas não tinha o que fazer. Até conseguir fazer a ligação para os bombeiros é difícil, porque nessa hora você fica transtornado e não sabe por onde começar”, relatou.
“Não sabemos se foi um curto-circuito ou um vazamento de gás. O que sabemos é que o foco inicial começou na cozinha. Como a estrutura era de madeira, o fogo se alastrou muito rápido”, explicou.
O Corpo de Bombeiros foi acionado se deslocou até o local onde realizou o combate as chamas.

15 ANOS DE HISTÓRIA
O Celeiro, que inicialmente trazia a proposta de um restaurante voltado à população de Vila Nova, com origem em uma ideia do casal Mauro e Neusa, pais de Maurício Kich, marido de Tatiane, tornou-se algo muito mais amplo.
Segundo a nora Tatiane, o sogro Mauro foi o responsável pela construção e praticamente por cada detalhe que caracterizava o ambiente rústico do estabelecimento.
“Cada caquinho, cada madeira, cada tijolinho assentado, cada mesa e cada banco foi ele que fez com as próprias mãos. Cada pedra em volta do açude também foi colocada por ele”, relembrou.
Nos primeiros quatro anos, foi a família que administrou o Celeiro. Após esse período, Tatiane e Maurício assumiram o negócio e deram sequência ao projeto.
DIVULGAÇÃO
“Foi muito no boca a boca. O Instagram do restaurante começou a ser mais movimentado há cerca de cinco anos, mas foram as pessoas que fizeram o Celeiro ser conhecido”, afirmou.

RECONSTRUÇÃO
O Celeiro não possuía seguro e os proprietários ainda não sabem como será a nova estrutura. O momento agora é de limpeza do local e, em seguida, avaliar o que poderá ou não ser reaproveitado.
Dos materiais utilizados no Celeiro, grande parte era reutilizada de antigos galpões, casas e ponte. A ideia é preservar tudo aquilo que resistiu ao incêndio, incorporando esse material à reconstrução.
“Não tem como a gente não continuar contando essa história. Temos muito apego ao Celeiro. Vamos tentar encaixar uma peça por vez e, aos poucos, continuar reescrevendo a história do restaurante”, declarou Tatiane.
Conforme Tatiane, desde as primeiras horas após ocorrido o incêndio, familiares, amigos, funcionários, clientes e moradores da comunidade se mobilizaram e prestaram ajuda. A quantidade de mensagens e manifestações de solidariedade surpreendeu a proprietária.
“Eu sabia que o restaurante tinha uma conexão com as pessoas, mas não imaginava que fosse tão grande. É muito confortante e gratificante receber todo esse carinho”, disse.
COMO AJUDAR
Caso você possa e queira ajudar, independente do valor na reconstrução do Celeiro, seja por meio de mão de obra ou financeiramente, via Pix: Chave PIX (CNPJ): 21.581.187/0001-34 Favorecido: Restaurante Kich Ltda.



