O ataque registrado nesta terça-feira revela novamente o quão perigoso é o grupo armado.
O clima é tenso em Yasy Cañy, no Paraguai, após um novo ataque armado durante uma ação de despejo de um imóvel. Peões e maquinários que realizavam tarefas de limpeza e recuperação em uma propriedade que recentemente passou por ação de despejo foram atacados a tiros por um grupo de homens armados que ocupa ilegalmente parte das terras que haviam sido restituídas ao proprietário por meio de uma operação conjunta da Procuradoria e da Polícia Nacional realizada no último dia 12.
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Desde então, o clima tenso persiste na região por conta da presença de um grupo formado por cerca de 20 a 30 pessoas que anteriormente ocupavam o local. O bando foi identificado por produtores e autoridades como sendo responsável por repetidos ataques armados.
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Segundo os registros do caso, durante a intervenção fiscal-policial em 12 de julho, os agentes foram atacados por disparos de armas de fogo de grosso calibre.
SUPOSTOS LÍDERES INVASORES
Entre as pessoas identificadas estão Ruben Coronel, apontado como um dos supostos líderes do grupo, e Anacleto Martinez, ligado ao assentamento 15 de agosto.
As propriedades afetadas pertencem às empresas Biogranos SA, e Sanabria Cue e San Rafael II, que alegam que a ocupação ilegal se mantém há cerca de quatro anos e que funcionárias estariam vivendo sob ameaças constantes.
O ataque registrado nesta terça-feira revela novamente o quão perigo é o referido grupo armado.
Conforme as informações preliminares, os tiros foram direcionados para o setor onde estavam os operadores e as máquinas.
Imagens registradas por drone, analisadas pelo Ministério Público, mostram vários ocupantes efetuando disparos com armas de diferentes calibres, numa cena de repetidos atos de violência que mantêm em alerta produtores e peões da região.
Peões e colonizadores pedem garantias de segurança contra a atuação destes homens armados que, segundo denúncias e elementos investigados pelas autoridades, seguem ocupando ilegalmente parte das terras e protagonizando atos que representam um grave risco para aqueles que trabalham no local.
Procuradoria analisa imagens de drone para identificar os responsáveis pelo ataque armado.
Vídeo: colaboração

