Um dos locais que mais registraram histórias movidas por emoções diversas, do sorriso às lágrimas.
Por mais que o mundo seja um lugar antigo, muitas coisas podem ser consideradas recentes, especialmente quando voltamos o nosso olhar para a tecnologia. Inserindo nesse contexto, por exemplo, a internet, o aparelho celular e os vários aplicativos nele utilizados, como o próprio WhatsApp, que surgiu no Brasil em 2009, mas que se popularizou apenas entre 2013 e 2014, servindo para diversos fins, entre eles, matar um pouco da saudade daqueles que não se encontram há tempos.
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Mas o assunto principal do qual falaremos a seguir é sobre retornar ao passado não tão distante, mas que não contava com muitas das opções que hoje existem e, portanto, deixavam as coisas um pouco mais difíceis, no que se refere ao contato com familiares, amigos e parentes que se encontravam morando distantes.

Em Assis Chateaubriand, algumas gerações passaram, deixaram o seu legado de luta, trabalho e superação, já que muitos deles viverem aqui no tempo em que sequer havia energia elétrica, ruas asfaltadas, água encanada e as estradas eram todas de chão batido.

Milhares de pessoas vieram para cá de ônibus ou caminhões, fazendo com que o número de habitantes ultrapassasse a casa dos 120 mil habitantes. Mas milhares também se foram, parte destes de ônibus de linha – o ponto em comum, tanto na chegada como na partida, era a rodoviária que, na época, ficava em outro local e hoje é conhecida como “Terminal Rodoviário.”

Atravessando gerações, a tal “rodoviária” ou Terminal Rodoviário, como queiram, guarda histórias que facilmente dariam um livro repleto de páginas, muitas delas escritas pelo silêncio, pelos olhos marejados e a dor de ver o familiar partir, muitas vezes sem saber que nunca mais voltaria a vê-lo. Outras, ilustradas por fortes e longos abraços que, ao se despedirem, passavam a contar os dias para um novo reencontro. O agora Terminal Rodoviário viu muitas mães em prantos, vendo seus filhos acenando da janela de um ônibus seguindo viagem de volta para cidades de maior porte onde estes foram tentar a vida, seguir uma carreira ou simplesmente em busca de uma aventura.
Por Mauro Pretoriano/GC









