Família tradicional, cargo público de alto escalão, dinheiro e mente manipuladora.
A violência contra as mulheres atinge níveis cada vez mais não apenas alarmantes, mas desesperadores. Quase todos os dias, são registrados casos de agressões físicas, psicológicas, tentativa e consumação de feminicídio. Esse caso revela que parte da sociedade é perversa, está doente e pronta para fazer vítimas, inclusive os próprios filhos. O que antes era abafado na imprensa, que não expunha ricos e poderosos. Fazia transparecer que crimes dessa natureza eram quase que exclusividade da classe humilde que vive nas periferias, que tinha seus rostos expostos nas capas de jornais. No entanto, estes crimes, que há tempos também são cometidos entre paredes de mansões e famílias da alta sociedade, agora explodem e viram notícias.
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O alerta está ligado, porém, não é o suficiente. Não se trata apenas de um problema social, como muitos pregam. A situação engloba, entre outras, a impunidade por conta de leis que privilegiam criminosos, a conivência de amigos e familiares que não denunciam, a hipocrisia de casais em pé de guerra, mas que nas redes sociais a todo instante estampam posts com fotos como se a vida fosse um mar de rosas, a saúde mental que, sempre dá indícios de algo que não condiz com a necessária sobriedade psicológica, a inércia diante do eminente perigo, tendo em vista que, mesmo diante dos sinais, quase sempre existe o “deixa pra lá, não vai dar em nada” e, infelizmente, a conveniência por parte de algumas pessoas que, muitas vezes vivem um relacionamento infeliz, tóxico, de aparências, simplesmente por ter conforto e segurança econômica, em alguns casos, quase que exclusivamente para ostentar e viver no chamado mundo de luxo (sem referência alguma aos caso específico).
RELATÓRIO DO CASO DE ITUMBIARA/GOIÁS.
O relatório final do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) confirma a tragédia, um duplo homicídio seguido de suicídio, cometido pelo então secretário de Governo, Thales Naves Alves Machado, contra seus próprios filhos, Miguel, de 12, e Benício, de 8 anos.

Não só uma tragédia, como um “vexame” de uma família tradicional e de um indivíduo no cargo de alto escalão público desmoronou em uma cena de verdadeiro horror baseada em uma vingança perversa, cujo conteúdo encontrado no celular de Sarah, ex-esposa de Thales, chocou a cidade e selou o contexto de crime que entra para a história.
PROVA TÉCNICA REVELOU UMA MENTE MANIPULADORA
A análise forense do aparelho de Sarah revelou o ambiente tóxico que Thales construiu antes de cometer o ato.
ESPIONAGEM CALCULADA
Mensagens recuperadas mostraram que Thales utilizava um detetive particular para monitorar Sarah e, mais do que isso, instalou aplicativos espiões no celular dela para controlar conversas e passos.
CONTEÚDO COCHANTE
O choque da cidade veio ao descobrir que, no momento do crime, Thales enviou a Sarah mensagens contendo fotos dos filhos dormindo, seguidas de ameaças explícitas de que ela “nunca mais os veria”, configurando a vingança por procuração como forma de causar dor eterna à ex-esposa.
FRIEZA TÉCNICA DA INVESTIGAÇÃO
O delegado responsável reforçou que não há dúvidas sobre a autoria.
BALÍSTICA E CENA
A perícia confirmou que a arma encontrada no local pertencia a Thales e que os disparos foram feitos a curta distância.
CONTEXTO DAS MENSAGENS
As publicações nas redes sociais, onde Thales mencionava a suposta traição e dificuldades no casamento, foram usadas para traçar a linha do tempo e provar a premeditação do ato contra as crianças.
ENCAMINHAMENTO
Com o inquérito encerrado, o relatório foi enviado ao Poder Judiciário para o arquivamento definitivo, dado o falecimento do autor.
Fotos: Reproduções









