Conselho Federal de Medicina ergue a voz no caso Bolsonaro, mas Moraes aciona a PF.
Diferentemente da maioria de outras entidades, o Conselho Federal de Medicina ergueu a voz em nota oficial e determinou uma sindicância para apurar a condição do atendimento prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, após cair e bater com a cabeça enquanto estava na Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena.
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Conforme o comunicado, chegaram ao CFM denúncias formais questionando se houve garantia de assistência médica adequada ao paciente.
“O recebimento formal de denúncias protocoladas no CFM expressa inquietação quanto à garantia de assistência adequada ao paciente”, afirma a entidade.
Em outro trecho, o conselho ressalta que “declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira”.
O CFM avalia que o quadro clínico relatado exige atenção especial. A entidade destaca ainda que “crises agudas de características diversas, episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em paciente idoso demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato”.
O conselho ainda enfatiza que a decisão sobre atendimento deve respeitar a autonomia do médico responsável pelo acompanhamento do ex-presidente. De acordo com o CFM, essa autonomia precisa ser soberana na definição da conduta médica, “não podendo sofrer qualquer influência, por possuir presunção de verdade”.
ALEXANDRE DE MORAES
O ministro Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal colha o depoimento do presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM). O magistrado ainda decidiu tornar sem efeito a determinação do CFM para abertura de uma sindicância sobre o caso Bolsonaro.
O CFM havia orientado o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) a instaurar uma sindicância para apurar a condição do atendimento médico dado a Bolsonaro após a queda. Segundo Moraes, a iniciativa do conselho é ilegal e extrapola as atribuições da entidade.
Foto: Ilustração









