A decisão depende da evolução do cenário político venezuelano.
Demorou, mas o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se pronunciou sobre o assunto Maduro.
O movimento avalia a possibilidade de enviar militantes para a Venezuela, a ação seria uma resposta à ação realizada pelo Exército dos Estados Unidos no último sábado, 3, que culminou com a prisão do narcoditador Nicolás Maduro que se encontra preso nos EUA.
PUBLICIDADE
Segundo alguns integrantes do movimento brasileiro, a iniciativa não está descartada e dependerá de como se dará a evolução do cenário político no país vizinho.
O tema foi debatido por meio de uma reunião virtual realizada no domingo, 4, que reuniu o MST e outras 50 organizações de esquerda no Brasil. Conforme os participantes, não houve um ‘entendimento profundo’. No entanto, ficou encaminhada a realização de manifestações de diversas capitais do Brasil, muitas delas, previstas para ocorrerem em frente a embaixadas e consulados dos Estados Unidos.
Segundo Ceres Hadich, integrante da direção nacional do MST, os atos em solidariedade à Venezuela devem ganhar escala nacional nos próximos dias e também integrar a pauta das mobilizações marcadas para o dia 8 de janeiro. Ela ainda afirmou que o movimento mantém relações históricas com organizações venezuelanas e não descartaria uma atuação direta no país.
“A gente não descarta o envio de um reforço de militância, de atuação in loco na própria Venezuela, desde que sejam necessários. As nossas relações de solidariedade na Venezuela são muito claras, definidas e públicas. Inclusive, a gente tem contribuído no processo de avanço da produção massiva de alimentos para o povo venezuelano”, declarou Ceres.
“Nesse primeiro momento, a gente está muito focado ainda em fazer essa denúncia imediata, que é a denúncia do sequestro, da invasão e das mortes que foram causadas pelo governo dos Estados Unidos.”
Foto: Reprodução









