Audiência foi conduzida por experiente magistrado, de 92 anos, que já atuou em diversos casos de grande repercussão.
O ditador venezuelano Nicolás Maduro foi transferido, nesta segunda-feira, 5, por volta das 9h30 (horário de Brasília), em um comboio que saiu do Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, rumo ao tribunal federal de Manhattan, onde participou da primeira audiência perante a Justiça dos Estados Unidos após ser capturado no último sábado, 3.
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A sessão ocorreu dois dias após ser capturado em território venezuelano durante uma ação militar conduzida pelas Forças Armadas dos EUA e transferido para solo americano.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, declararam-se inocentes em sua primeira audiência. Ele afirmou ser um “homem decente” e classificou-se como um “prisioneiro de guerra”. O casal enfrenta acusações graves de narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína e posse de armas e explosivos.

A promotoria alega que Maduro chefia o “Cartel de los Soles”, uma organização que se utilizaria do tráfico de drogas para tentar desestabilizar a sociedade norte-americana. Embora especialistas contestem a hierarquia rígida do grupo, o governo dos EUA sustenta que o ex-mandatário é um dos principais beneficiários de uma estrutura criminosa na Venezuela.
Durante a transferência para o tribunal em Manhattan, Maduro apareceu algemado, sob forte esquema de segurança, para ouvir formalmente as acusações que podem resultar em prisão perpétua.

Enquanto o processo judicial avança em solo americano, a Venezuela vive uma transição política conturbada. A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina com o aval do Tribunal Supremo de Justiça e o reconhecimento das Forças Armadas venezuelanas. Porém, o cenário internacional permanece tenso, com o presidente Donald Trump afirmando que os Estados Unidos estão “no comando” da situação no país, gerando incertezas sobre a autonomia da nova
Na audiência, iniciada por volta das 14h (horário de Brasília), foi conduzida pelo juiz distrital Alvin Hellerstein. O experiente magistrado, de 92 anos, já atuou em diversos casos de grande repercussão.
Fotos: Eduardo Munoz/Reuters – Vídeo: Reproduções









