A polícia já identificou quem foi a primeira pessoa a compartilhar o conteúdo e, a princípio, não se trata de uma pessoa envolvida.
O delegado de Polícia Civil do Paraná (PCPR), Diego Martins, da Delegacia do Adolescente, falou sobre o caso envolvendo adolescentes em vídeo íntimo em um ônibus abandonado na região Norte de Cascavel.
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No primeiro momento, o caso foi repassado ao Nucria e depois repassado à Delegacia do Adolescente, que deu continuidade nas investigações.
“Não há de se falar em questão de estupro de vulnerável, visto que todos são maiores de 14 anos e, em tese, ali, nada indicou que os envolvidos estariam sob uso de álcool, uso de qualquer entorpecente, ou que houve qualquer coação para o ato. Então, em tese, a relação foi consensual”, afirmou o delegado. Polícia Civil.
Ele explica que o que preocupa é com relação ao compartilhamento dessas imagens, pois houve uma divulgação em massa. Delegacias de outras cidades e outros estados entraram em contato para confirmar a autenticidade e idade dos envolvidos.
“Essas pessoas que forem identificadas compartilhando esse conteúdo responderão pelo crime específico no ECA, que é o de compartilhar conteúdo que envolva sexo ou nudez de crianças e adolescentes, e as penas podem chegar até 6 anos de prisão. E o fato de armazenar esse conteúdo também constitui crime, com pena de até 4 anos. […] Cada pessoa que compartilhou esse conteúdo está sujeita ao cometimento desse crime. A polícia está trabalhando, tem apoio também de outras instituições. Outras pessoas de outras cidades e estados estão sendo autuadas por esse crime, pois passou a ser compartilhado em aplicativos de mensagens e redes sociais. Cada pessoa que foi identificada vai ser responsabilizada.”
Também conforme o delegado, a polícia identificou quem foi a primeira pessoa a compartilhar o conteúdo e, a princípio, é uma pessoa não envolvida.
“Em tese, segundo o relatado, o vídeo seria conteúdo privado, só que uma das pessoas acabou compartilhando o vídeo e tomou a proporção não esperada por essa pessoa. Essa pessoa vai ser autuada pela questão do compartilhamento desse conteúdo”.
Já com relação aos adolescentes, foram ouvidos, com exceção da menina que passará por escuta especializada. Agora o caso será repassado ao Ministério Público e Poder Judiciário para definir com relação ao crime que cada um cometeu.
ALERTA
O delegado também deixou um alerta aos pais, pois muitos não têm noção sobre o que os filhos fazem nas redes sociais ou sites.
Ele destaca que é importante acompanharem as postagens e a vida virtual do filho, pois muitas vezes eles estão cometendo alguns ilícitos ou assistindo conteúdos impróprios, e os responsáveis não têm conhecimento do que eles estão fazendo.
Então, a fiscalização é importante para proteger esses menores.
Foto: Reprodução – Fonte:: Catve









