“Eu nunca via a Polícia Federal solicitar autorização para que um policial ficasse dentro da casa de alguém”.
O senador Sergio Moro (União-PR) fez várias críticas nesta quarta-feira, 27, em pronunciamento na Comissão de Direitos Humanos (CDH) a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Superior Tribunal Federal), para equipes da Polícia Penal do Distrito Federal passem a monitorar a casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em Brasília, desde o último dia 4.
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Para Moro, as medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro parecem exageradas, primeiro a censura e depois, a prisão domiciliar, segundo ele. Para o ex-juiz da operação Lava Jato, o próprio Lula, nunca foi submetido a medidas equivalentes. Antes mesmo do julgamento o petista dava entrevistas com abundância, e inclusive foi sempre muito duro em suas palavras contra juízes e promotores. Para o senador, esse tipo de restrições acaba afetando a credibilidade do processo.
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PEDIDO DO DIRETOR DA POLÍCIA FEDERAL
Sergio Moro também considera o pedido do diretor da PF, para colocar alguém dentro da casa, é absolutamente extravagante. Segundo ele, não conhece precedente e nem vislumbra a necessidade. Moro disse estar havendo nos últimos meses, uma escalada cada vez maior em relação ao assunto, que é preciso um distensionamento, e que desde o início Supremo errou ao assumir a competência desse caso, modificando inclusive a jurisprudência, o que soou como uma mudança de ocasião, inclusive no caso dos manifestantes do 8 de janeiro que, segundo ele, as penas não podem ser desproporcionais, com pessoas de baixo potencial lesivo sofrendo penas com penas de até 18, 17 anos e prisões preventivas de um ano sem denúncia.
MOVIMENTAÇÕES ESTRANHAS DA PF
Segundo Moro, existem movimentações muito estranhas da PF, em especial no caso do desconto dos aposentados do INSS. Para o senador, a PF é uma corporação que ele respeita, no entanto, existem algumas movimentações que vêm da PF em Brasília, da cúpula, que não pode concordar, e que não têm precedentes na história da corporação.
“Durante meu tempo de Ministério da Justiça e Segurança Pública, isso nunca acontecia e, se tivesse acontecido, a gente exonerava no momento ali o delegado que abusasse dessa posição.”, afirmou Moro.
Foto/Vídeo: Reprodução – Fonte: Assessoria/Sergio Moro









