Horas antes, o governo americano havia aplicado a Lei Magnitsky contra o ministro do STF.
Corinthians e Palmeiras se enfrentaram na Neo Química Arena, em São Pulo, na noite desta quarta-feira, 30, em partida de ida pelas oitavas de final da Copa do Brasil 2025. Mas não foi o confronto entre os dois clubes de maior rivalidade no estado de São e nem o gol do holandês Memphis Depay que deu a vitória de 1 x 0 do Timão sobre o Porco, nomes dados pelas torcidas dos dois times. O fato mais comentado na web nesta quinta-feira, 31, é a reação do ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes que, após ser vaiado pela torcida reagiu com um gesto obsceno mostrando o dedo médio aos torcedores.
Muitos atribuem o geste de Moraes a um certo descontrole emocional, já que, horas antes, o governo norte americano havia anuncia uma sansão contra Alexandre, aplicando a Lei Magnitsky, descrita por especialistas como a “morte financeira” do afetado pela lei. A principal sanção prevista na lei é o bloqueio de bens de pessoas ou organizações que estejam nos Estados Unidos. Isso inclui desde contas bancárias e investimentos financeiros até imóveis, por exemplo. Os sancionados tampouco podem realizar operações que passem pelo sistema bancário dos Estados Unidos.
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Dias antes, em 18 de julho, Alexandre de Moraes teve seu visto americano cassado, ficando impedido de ingressar em território norte-americano. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rúbio. A revogação não se restringiu apenas a Moraes e seus familiares.
A medida também atingiu outros sete ministros do STF: Luiz Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármem Lúcia, Edson Facuin e Gilmar Mendes, além do PGR, Paulo Gonet. As informações foram divulgadas pelo Jornal O Globo. A revogação não atinge a esposa, mas também pode alcançar familiares e escritório.
Segundo declarações de representantes do governo norte-americano, tal medida de aplicar a Lei Magnitsky sobre Alexandre de Moraes, representa, por enquanto, uma especie de “cartão amarelo”, um alerta para que haja mudança de postura em algumas decisões do ministro, as quais, os americanos consideram excesso. Ainda, de acordo com estes representantes, caso, aquilo que o governo americano entenda que seja necessário poderá aumentar as sansões.
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