O ex-juiz da Lava Jato foi o principal responsável pela prisão do petista em 2018.
O senador Sergio Moro União-Brasil (PR) participou nesta segunda-feira, 21, de um almoço organizado por alguns integrantes e apoiadores da oposição à atual gestão municipal da Cidade Morada Amiga, entre eles, Vitinho Pestana, ex-candidato a prefeito na última eleição municipal em 2024 e, atualmente, representante do deputado federal, Dilceu Sperafico, opositor histórico do deputado federal Moacir Micheletto, pai do ex-deputado estadual por dois mandatos, atual prefeito de Assis Chateaubriand (pela terceira vez) e presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Marcel Micheletto (PL).
Clique na foto abaixo e assista ao vídeo
Embora o evento tenha sido organizado também por Vitinho e alguns de seus apoiadores, a visita de Moro não teve como foco principal a atual política municipal aqui desenvolvida, mas, sim, segundo o ex-magistrado, a visita faz parte de uma promessa feita ainda em 2022, quando concorreu ao Senado. Conforme Moro, desde o dia 12 de julho, ele e sua equipe iniciaram uma caravana que vem percorrendo várias cidades do interior do Paraná, inclusive, com a participação de sua esposa, a deputada federal Rosangela Moro. Segundo o senador, o objetivo destas visitas é ouvir sugestões da população e também as críticas.
PUBLICIDADE
Moro falou sobre o destaque do agronegócio e de alguns setores da indústria paranaense. No entanto, de forma polida, falou também sobre problemas de infraestrutura das estradas no Paraná que, segundo ele, existem há 40 anos, inclusive, de casos de suborno de funcionários do estado para que retirasse dos contratos as obras contratadas.
Clique na foto abaixo e assista ao vídeo

O ex-juiz teceu elogios às polícias e à segurança pública do Estado. Porém, preferiu comparar os índices do Paraná com Santa Catarina e São Paulo, que, conforme o senador, se encontram em melhor patamar que o Paraná nesse quesito. Ele citou o Rio de Janeiro e a Bahia, que, segundo Moro, é o estado mais violento do país.
Clique na foto abaixo e assista ao vídeo
MORO FALOU DA SITUAÇÃO ATUAL DO PAÍS
Segundo Moro, tanto ele quanto a esposa são oposições ao governo Lula e se disse preocupado com a inversão de valores no país. Moro falou também do roubo da Petrobrás e do INSS, que atingiu os aposentados, em especial os idosos. Conforme disse o ex-juiz, dificilmente alguém será preso por estes crimes, inclusive o irmão do atual presidente da República. Moro não acredita que alguém será responsabilizado por esses crimes.

Clique na foto abaixo e assista ao vídeo
CENÁRIO INTERNACIONAL
Segundo o senador, em outras palavras, culpou Lula pela má relação com o governo Trump. Moro disse que, desde o início de seu governo, Lula sempre deixou claro seu antiamericanismo e, ainda, o fato de o petista se colocar como uma grande liderança, o que, segundo Moro, não é.
Indiscutivelmente, o atual senador e ex-juiz da Lava Jato possui um peso gigante no cenário político, muito desse peso se deve a sua atuação firme no enfrentamento à corrupção que culminou com a prisão de Lula em 2018.

POSSÍVEL APOIO E UNIÃO NECESSÁRIA DE CANDIDATOS DE DIREITA E DE CENTRO-DIREITA
Polido com as palavras, o senador refuta sua candidatura à presidência, mas deixa em aberto (talvez) sair para governado do Estado e se posiciona de forma clara e objetiva, inclusive cita a luta contra Lula e o PT nas próximas eleições para presidente em 2026. Segundo o senador, é preciso se preparar para a próxima eleição, falou também sobre apoio a possíveis candidatos à República, citou inclusive nomes como o de Ratinho, Zema, Tarcísio, Caiado e do próprio Bolsonaro.
Imagens: Mauro Pretoriano/Gazeta Chateaubriandense









